sábado, 25 de dezembro de 2010

E o verbo se fez carne e habitou entre nós!




Não, não havia mais salvação...para o povo que mal podia crer nos profetas,que particava idolatria, que blasfemava contra Deus, não não havia solução...mas porém um milagre secreto estava por vir...uma luz radiosa e brilhante que atravessou o mais alto dos céus e se encarnou na puríssima flor, Maria...transformando sua divindade com a humildade da serva, criou-se o humano-divino, jamais visto, nascido pobre, pobre foi até a morte, e ainda crucificado...
Um sonho novo renasce no inimaginável dos súditos, que aguardam o Rei, á espera , cheios de esperança...e este Rei nasce em Belém de Judá, pobre, numa manjedoura, que é um coxo de animais, com os bracinhos abertos e um sorriso capaz de derreter qualquer coração, o sorriso convida "Venha até mim, eu o curarei e tratarei de suas feridas interiores, eu tirarei seu rancor e porei no lugar a esperança.Vede! eu vim até você, na forma humana para te salvar, eu te amo tanto, dou-me todo para a sua salvação, quero acolher-te em meu coração!"E o convite não cessa nunca, muitos anos depois o mesmo pequenino estaria de braços abertos em uma cruz para nos fazer o mesmo convite...

E o verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cântico á Úmbria


Certo dia Francisco, chorando, disse a Jesus:
Amo o sol e as Estrelas, Amo Clara e as Irmãs,
Amo o coração dos homens e todas as coisas belas.
Meu Senhor,perdoe-me,
pois só a Ti eu deveria amar.

Sorrindo,o Senhor respondeu-lhe:
Amo o Sol e as Estrelas, Amo Clara e as Irmãs,
Amo o coração dos homens e todas as coisas belas.
Meu Francisco, não mais deves chorar,
pois eu amo o mesmo que tu.

Cantando, Francisco retrucou-lhe:
Amo o Sol e as Estrelas, Amo Clara e as Irmãs,
Amo o coração dos homens e todas as coisas belas.
Meu Senhor, agradeço-te por toda a criação,
que posso amar.

Extraído do livro " Uma rosa que se tornou Rosária"- Mosteiro Nazaré, Irmãs Clarissas Pobres

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Milagre Eucarístico de Lanciano


O Milagre Eucarístico de Lanciano foi um milagre que ocorreu no Século VIII, na cidade Itália de Lanciano. Durante uma missa, o celebrante (um monge da Ordem de São Basílio), teve sérias dúvidas quanto à verdade da transubstanciação (transformação do pão e vinho em Corpo e Sangue de Jesus). Então, milagrosamente viu a Hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornado-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de formas e tamanhos diferentes. O fato interessante do Milagre é que após exames científicos chegou-se as seguintes conclusões:

** A carne é carne verdadeira.

** O sangue é sangue verdadeiro.

Foto ampliada da Hóstia transformada em Carne

A Carne é do tecido muscular do coração (contém, em seção, o miocárdio, endocárdio, o nervo vago e, no considerável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No Sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os minerais Cloreto, Fósforo, Magnésio, Potássio, Sódio e Cálcio. As proteínas observadas no Sangue foram encontradas normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do Sangue vivo normal, ou seja, é Sangue de uma PESSOA VIVA. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos constituem um fenômeno extraordinário. O Sangue AB é o tipo de sangue encontrado no Santo Sudário.

Foto ampliada do Vinho transformado em Sangue

O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade Laudo científico Fala o doutor Edoardo Linoli: Afirmou o doutor Edoardo Linoli que havia sustentado em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco, quando analisou anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fenômeno se remonta ao século VIII. Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino, após a consagração, começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies. Nesse momento, o sacerdote viu como a Sagrada Hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou.

Na catedral estão custodiadas estas relíquias e podem ser vistas pelos visitantes. Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.

Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, os Franciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias. Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli –da Universidade de Siena.

Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de «carne e sangue milagrosos». Em 4 de março de 1971 apresentou os resultados. Evidenciam que a Carne e o Sangue eram com segurança de natureza humana. A Carne era inequivocamente tecido cardíaco, e o Sangue era verdadeiro e pertencia ao grupo AB. O professor Linoli explicou que, «pelo que diz respeito à Carne, encontrei-me na mão com o endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco». Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que «o grupo sanguíneo é o mesmo do Homem do Santo Sudário de Turim, e é particular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio». «O grupo sanguíneo AB dos habitantes do lugar de fato tem uma porcentagem que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%», apontou.

A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se haveria alterado rapidamente. O informe do professor Linoli foi publicado em «Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório» (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena). Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano.

Os trabalhos se prolongaram 15 meses com um total de quinhentos exames. As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália. O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976 em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.

O professor Linoli participa esta quinta-feira no Congresso sobre os milagres eucarísticos organizado pelo Master em Ciência e Fé do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (Roma), em colaboração com o Instituto São Clemente I Papa e Mártir, com ocasião do Ano Eucarístico que a Igreja universal celebra até outubro. «Os milagres eucarísticos são fenômenos extraordinários de diferente tipo», explicou o diretor do Congresso, o padre Rafael Pascual LC, em «Rádio Vaticano»: «por exemplo, há a transformação das espécies do pão e do vinho em Carne e Sangue, a preservação milagrosa das Hóstias consagradas, ou algumas Hóstias que vertem sangue».

«Na Itália, há vários lugares onde ocorreram estes milagres eucarísticos –declarou–, mas também os encontramos na França, Alemanha, Holanda, Espanha» e alguns «na América do Norte"


Fonte: Canto da Paz - http://www.cantodapaz.com.br/blog/2007/06/04/o-milagre-eucaristico-de-lanciano/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O que é ser guiado por Deus?




Caríssimo irmãos e irmãs, muitas vezes é difícil ver o que Jesus quer que façamos em determinadas ações, o que Ele pede, dizemos sempre um "mas..." porque parece que os problemas são sempre mais pesados na balança do coração.
Cito na postagem de hoje, um fato muito belo, que vi no livro "Na escola de Jesus"que creio que seja do Beato Tiago Alberione, o fundador da família Paulista, conto este fato com minhas palavras:
Em Siena, na Itália vivia uma família numerosa, na qual o pai de família era um humilde tintureiro.Nesta numerosa família a 24ª filha do casal era realmente especial, seu nome era Catarina.Dotada pelo Senhor de extrema caridade, ela não se abatia com a pobreza familiar, mas ao contrário amava á Deus de todo o seu coração.
Creio que o fato á seguir ocorreu antes de Catarina tornar-se monja: Uma noite muito fria, Jesus resolveu testar a caridade de Catarina, apareceu tarde da noite no relento, bateu na porta da pobre casa, a qual a jovenzinha atendeu.Jesus, então disfarçou-se de mendigo, e pediu singelamente uma roupa para vestir, pois creio que estava nú.Catarina, com todo o carinho, pega pegas de roupa do pai, e o mendigo( que na verdade era Jesus) sai agradecido.No dia seguinte, Jesus em todo o seu esplendor devolveu as roupas a Catarina repletas de jóias.A jovem cresceu toda amada por Deus, seu Divino Esposo!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como é maravilhoso amar Jesus!




Como amar Jesus é maravilhoso: envolve a alma, acalenta o espírito, enche o coração de doçura!Agradeçamos á Deus por tudo: pelo dom da vida, pelo respirar, ver, sentir, pelo sorrir...alegra-te, meu irmão, tua vida é uma benção! tua vida é uma graça!tua vida é dom de Deus, dom de Luz.Sabemos todos que é muito fácil angustiar-se, derramar lágrimas com tantos problemas, mas vamos sorrir, vamos nos alegrar, temos um Senhor que nos ama tanto que morreu por nós em uma cruz, cheio de amor!.Aconcehguemo-nos ao seu dadivoso coração!Senhor, dá-nos a graça da alegria sem medida que possa encher nosso próximo de alegria também!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eis algo que o mundo jamais compreendeu


Caríssimos irmãos e irmãs, falar de Jesus, seus gestos, seu carinho, seu carisma, parece tão fácil, vemos muitos de nossos irmãos falando sempre sobre Ele, sobre sus vida, prinicipalmente suas palavras.Nunca tentamos penetrar na realidade de Cristo, nos seus sentimentos e no seu tamanho amor, ao contrário, o amor é tratado como algo tão rotineiro artificial, ou muitas vezes não é utlilizado nem artificialmente.Podemos ver este exemplo perfeitamente no momento em que Ele, sedento, vai á Sicar,onde pede um pouco de água a uma samaritana, ela fica espantada pois os judeus não davam-se bem com os samaritanos.Então Jesus explica para ela todo um sentido de amar a humanidade, nos dando a resposta que Ele tem a água viva.A água é pura, límpida, fresca, restauradora, vivificante, libertadora, a água viva de Jesus foi mantida incorrupta até hoje, mesmo com todos dela se abastecendo, há pessoas que passam perto do poço de água viva todos os dias e não se atrevem á pegar com as mãos.A samaritana, depois disso, saiu anunciar, saiu a anunciar a água viva.Não pensemos que a água viva está somente dentro das paredes da Igreja, pois lá também está, lá está o maior centro de água viva: a Eucaristia, porém não podemos receber água sem termos recipiente para toma-la, ou atrevimento para a receber ás mãos,para ambos os casos é preciso construir dentro de si o mais belo vaso onde a água possa ser despejada.Muitas vezes este recipiente encontra-se em pessoas que não imaginávamos, em um leproso, em um mendigo, talvez um cego...procure bem, qual é o recipiente que Deus reservou para você?


domingo, 12 de dezembro de 2010

Uma virgem simples para os simples


Maria de Guadalupe, nossa dulcíssima mãe nos dá o maior exemplo de amor, não somente sendo nossa patrona, sendo nós latinos, mas tendo a simplicidade que nos faz buscar o seu jeito de ser.Ela, em vida humana, jovem, pobre, mas cheíssima de graça, repleta do Espírito Santo.A jovenzinha, não reconhecida por grandeza diante dos galileus, mostrou ter o maior coração humano que já seu viu: abriu o coração, a alma, a carne, para o chamado de Deus, sem pensar duas vezes, recebeu vida dentro de si, e a tudo aceitou com toda a humildade , vejamos suas palavras, um riquíssimo tesouro espiritual "Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo á vossa palavra", e não importava a palavra que fosse, importava que era e ainda é vivamente um sinal de Deus.Nascida virgem, teve uma vivência toda virginal, e não somente á reservou para si, como espalhou a virgindade, como flor em perfume.Humilde, casta, puríssima, bondosa.Maria era jovem do povo, cheia de luz, em todos via aquele que dela exigia algum sinal.Acolhendo Jesus, com Ele permaneceu até o fim, desde a concepção dada do Santo Espírito, a morte lacinante de Jesus na cruz, e na ressurreição, mesmo após a morte do filho amado, ela ainda estava lá, animando, aconselhando, e vivendo junto com as primeiras comunidades cristãs.
Hoje, Maria é celebrada como Virgem Pura de todos, dos índios, dos negros, dos brancos, dos amarelos, para todos veio salvar e levar aos braços de Jesus.Então, meus irmãos e irmãs cantemos um canto novo á Virgem Dulcíssima que Vem "Maria, Medianeira Divinal, se pedes teu Jesus atenderá.Repete o vosso apelo maternal, assim como nas bodas de Canã"

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ela amou a humanidade...

Ela amou a humanidade...

Mother Teresa.jpg Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor
Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá, também chamada Beata Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu (Skopje, 26 de Agosto de 1910Calcutá, 5 de Setembro de 1997), foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedônia e naturalizada indiana, beatificada pela Igreja Católica em 2003. Considerada, por alguns, a missionária do século XX, fundou a congregação "Missionárias da Caridade", tornando-se conhecida ainda em vida pelo cognome de "Santa das sarjetas".

Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910, em Skopje, na Macedônia, filha de pais albaneses, numa família de três filhos, sendo duas moças e um rapaz. Embora ela tenha nascido a 26 de agosto, ela considerava o 27 de Agosto, o dia em que foi baptizada, como o seu " verdadeiro aniversário". Frequentou uma escola não católica.

Aos 13 anos, ouviu um jesuíta que era missionário na Índia dizer: “Cada qual em sua vida deve seguir seu próprio caminho”. Tais palavras a impressionaram e se determinou a dar um sentido à sua vida, a entregar-se a serviço dos outros: fazer-se missionária. E já nesta idade procurou o referido jesuíta para saber como fazer isso, ao que o prudente homem

respondeu que aguardasse a confirmação do tempo e da “voz de Deus”.Seis anos mais tarde, cada vez mais convicta de sua vocação, solicitou a admissão na Congregação das Irmãs do Loreto que trabalhava em Bengala, mas teve primeiro de aprender a língua inglesa em Dublim. De Dublim foi enviada para a Índia em 1931 a fim de iniciar seu noviciado em Darjeeling no colégio das Irmãs de Calcutá.

No dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no fato de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.

De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de maio de 1937.

Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.

Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sári, nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria". Como princípios, adotou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.Começou a sua atividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária

centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.

Servindo ao mundo

Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se ao "Lar dos Moribundos", em Kalighat.Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos da América, Sri Lanka|Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.Morreu em 1997 aos 87 anos, de ataque cardíaco, quando preparava um serviço religioso em memória da Princesa Diana de Gales, sua grande amiga e falecida ela própria 6 dias antes, num acidente de automóvel em Paris. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram ao vivo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de outubro de 2003, o Papa João Paulo II beatificou Madre Teresa.O seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de março de 1997 como sua sucessora.Um de seus pensamentos era este: “Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso”. Criou as missionárias da caridade, onde todas as freiras iriam ajudar não à ela, mas sim a todos os necessitados.

A "noite escura" de Madre Teresa

Uma coleção de cartas dirigidas a uns poucos conselheiros espirituais e recolhidas no livro "Madre Teresa venha, seja minha luz" (Mother Teresa: Come Be My Light) publicado em 4 de setembro de 2007, traduzido e publicado no Brasil pela editora Thomas Nelson, organizado pelo Padre Brian Kolodiejchuk, postulador da causa da sua canonização revelaram, segundo alguns, dúvidas profundas de madre Teresa sobre sua fé em Deus, provocando discussões sobre uma possível posição agnóstica.Madre Teresa, em suas cartas, descreveu como sentia falta de respostas de Deus. Em 1956 escreveu: "Tão profunda ânsia por Deus - e ... repulsa - vazio - sem fé - sem amor - sem fervor. Almas não atrai - O céu não significa nada - reze por mim para que eu continue sorrindo para Ele apesar de tudo." Em 1959: "Se não houver Deus - não pode haver alma - se não houver alma então, Jesus - Você também não é real." Uma de suas cartas ao Padre Neuner dizia: "Pela primeira vez ao longo de 11 anos - cheguei a amar a escuridão. - Pois agora acredito que é parte, uma parte muito, muito pequena da escuridão e da dor de Jesus neste mundo. O Senhor ensinou-me a aceitá-la [como] um 'lado espiritual de sua obra', como escreveu. - Hoje senti realmente uma profunda alegria - que Jesus já não pode passar pela agonia - mas que quer passar por mim. - Abandono-me a Ele mais do que nunca. - Sim - mais do que nunca estarei à disposição."No entanto, o texto de suas cartas não deve afetar a campanha por sua santificação, já que a Igreja defende que outros santos também demonstraram dúvidas em relação a sua fé, como por exemplo São Tomé.

A crise espiritual.

Segundo o postulador da causa da canonização de Madre Teresa e autor do livro, a sua crise espiritual começou nos anos 50, logo após a fundação da ordem das Missionárias da Caridade; a partir daí "viveu uma grande fase de escuridão interior que se prolongou até a sua morte". "Sabia que estava unida a Deus, mas não conseguia sentir nada". Este fenômeno

é conhecido na tradição e na teologia mística cristã, e foi São João da Cruz quem o chamou de noite escura do espírito, o que considera uma etapa no caminho de alguns santos no caminho de identificação com Deus.

· Silêncio divino.

Bento XVI comentando as cartas disse que este silêncio serve para que os crentes percebam a situação daqueles que não acreditam em Deus. Falando sobre as experiências místicas da beata disse que "tudo aquilo que já sabíamos se mostra agora ainda mais abertamente: com toda a sua caridade, a sua força de fé, Madre Teresa sofria com o silêncio de Deus".

· Antídoto contra o sentimentalismo.

Kolodiejchuk enxerga na atitude da beata um antídoto contra o sentimentalismo: "A tendência em nossa vida espiritual, e também na atitude mais geral relativamente ao amor, é que o que conta são os nossos sentimentos. Assim a totalidade do amor é o que sentimos. Mas o amor autêntico a alguém requer o compromisso, fidelidade e vulnerabilidade. Madre Teresa não "sentia" o amor de Cristo, e poderia ter cortado, mas levantava-se às 4:30 h. cada manhã por Jesus e era capaz de escrever-lhe: Tua felicidade é o único que quero. Este é um poderoso exemplo, inclusive em termos não puramente religiosos."

· Santa da escuridão.

O jornal The New York Times em editorial de 5 de setembro de 2007 assinala que Madre Teresa em uma de suas cartas afirma que se alguma vez chegarei a ser santa, seguramente o serei da escuridão. O editorial cita a jornalista e escritora Flannery O’Connor, católica, que passou por uma difícil enfermidade de natureza degenerativa, que escreveu que existem pessoas que "pensam que a fé é um grande cobertor elétrico, quando é com certeza a cruz". O artigo procura estabelecer um paralelismo entre o sofrimento dessas duas mulheres quando considera que "ambas não falaram sobre o seu próprio sofrimento e continuaram a trabalhar. "Madre

Teresa, enferma de nostalgia por um sentido do divino, manteve a fé com os enfermos de Calcutá", conclui o editorial.Michael Gerson, colunista do Washington Post, a respeito da "noite escura" de Madre Teresa, escreve que este fato interior e o contraste externo de sua alegria e sorriso não podem ser considerados como se fosse hipocrisia. Afirma que "Há uma espécie de valentia na perda da ilusão sem perder o coração" e que "a santidade tem que ver mais com obediência que com sentimentos espirituais, que a fé pode coexistir com o sofrimento e a dúvida, que a santidade pode ser mais áspera e mais difícil do que imaginamos".

Deus Caritas Est

Bento XVI na sua encíclica Deus caritas est, de 25 de dezembro de 2005, "sobre o amor cristão", cita Madre Teresa como exemplo de pessoa de oração e ao mesmo tempo de fé operativa:A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do fato que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a operosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, essa beata escrevia aos seus colaboradores leigos: 'Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida cotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração.

Beatificação e canonização

Foi beatificada em 19 de outubro de 2003, com a ocorrência de um milagre ocorrido com Monica Besra, uma indiana, que foi curada de um tumor no estômago de forma inexplicável e cuja cura foi atribuída a Madre Teresa.[8] Segue em aberto o processo de sua canonização.

Como flor...


Em um belíssimo campo de flores, uma nasceu toda bela.Amarela e radiante, desde broto aprendeu á amar o sol, ao acordar olhava para ele, e via-se toda aquecida, olhava para ele o dia inteiro, quando á noite vinha recolhia-se em suas pétalas suaves e perfumadas, á sonhar com o sol.Um dia, no êxtase de seu amor, implorou ao grande sol "Sol, por favor!, olhe para esta florzinha" E todos os dias o sol lançava os mais lindos raios de seu esplendor na flor.Quando chovia, ao ver as gotinhas de água caindo, lembrava-se do sol que iria aparecer em breve e com ele um belíssimo arco-íris que o deixaria mais belo ainda.
Um certo dia uma jovem jardineira passa por aquele belíssimo campo, ao ver flores tão belas, pensou "Somente uma destas flores deixaria bela minha singela cabaninha", e arrancando a flor amarela, á leva para sua casa, e a põe em um vaso simples de barro, lá a encosta levemente na janela lateral que dava justamente para colinas distantes, onde o sol se punha todos os dias.
A jovem flor, em nada reclamou de ser retirada de sua natureza, ou de ter tido sua vida praticamente retirada, sabia que onde estava o sol continuaria á ilumina-la, detinha-se tanto na presença do sol, que reclinada no vidro transparente da janela , lá permanecia o dia todo.Á noite á jardineira trocava sua água, e ela repunha um pouco de vida.A pequena flor apenas sentia não poder mais sentir em suas pétalas o calor do sol, pois agora ficara atrás dos vidros de uma janela, onde o calor do sol detinha-se todo na janela.
A jardineira, que levantava cedo todos os dias, fazia as refeições no campo e em seguida ia para a pequena aldeia vender flores nada percebia da flor.Um dia ao chegar á tarde, viu a flor toda recostada na janela em direção direta ao sol, também tentou observa-lo, mas seus olhos humanos arderam.Porém os olhos do coração da flor lá ficavam e lhe ardia apenas o coração, ardia de amar...A jardineira impressionada, tira a flor do vaso e saindo para fora da cabana , sobe em uma imensa macieira, e lá, no galho mais alto, abandona á flor diante daquele á quem mais amava, a flor, perdida de amor, entrega ao sol suas pétalas, o sol então queima-a não somente por dentro, mas também queima suas pétalas, seu caule já ressequido...a flor então doa-se ao sol, e o seu perfume sobe as alturas celestes, onde o sol recolhe e com ele permanece.


Assim deve ser nosso relacionamento com Jesus Cristo, flores em suas mãos, apaixonadas, entregues, amadas em suas mãos.Ele é nosso sol, nós somos suas flores...!


Que coisa é amar Jesus!




Amar Jesus é vislumbrar, se deter, aprender e reviver
Inventar,Criar, rir...
É procurar, descobrir, mergulhar
Falar, incendiar, sentir
Conviver,controlar,continuar...

Muitas vezes sofrer,cair,doer
Mas muito acima sorrir,levantar, doar
Muitas vezes aprisionar, deprimir, perturbar
Mas muito acima libertar, alegrar, apaziguar
Ter Jesus não é ter toda a vida o cume da perfeição,mas sentir que o Maior cume da perfeição está contigo: JESUS!.Não é também paz durante toda a caminhada, pois no caminho também tem pedras, curvas, poças de água, mas é muito fácil passar adiante, ou até mesmo tirar tudo isso do caminho.Ter Jesus não é somente contar os problemas para Ele, mas é muito mais agradecer!

Jesus amado,
Jesus louvado,
Do meu jeito simples e apressado
ainda assim:
QUERO TE TER!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Experimente silenciar


“‘Se não soubermos silenciar, não escutaremos a voz de Deus”
Um dos grandes erros que cometemos, nos dias de hoje, no que diz respeito ao cumprimento nos preceitos de Nosso Senhor Jesus Cristo e até mesmo ao exercício de algum cargo é o não saber silenciar.
Já observou como facilmente se perde a concentração? Qualquer barulho, por mais simples que seja, chama a nossa atenção e nos desvia do objetivo.
Já não bastasse essa tendência natural, o mundo também tem nos estimulado nisso, pois tudo é muito “barulhento”: as músicas, os carros, a rua. Não “escutamos o silêncio”, não ouvimos a voz da natureza, não ouvimos até mesmo quem está ao nosso lado, que mora conosco, que trabalha no mesmo departamento, e ainda mais: não ouvimos a voz de Deus, que fala no silêncio. Já percebeu que a maior parte das pessoas quando chega em casa a primeira providência é ligar o televisor ou o aparelho de som?
Se não soubermos silenciar, não escutaremos a voz de Deus, não escutaremos nem mesmo a nossa consciência, e é nesse ponto que ocorre algum erro que pode modificar uma vida inteira.
Ah, como seria bom se aprendêssemos a silenciar, como faziam os monges, os eremitas, os santos, os estudiosos, os místicos! Homens e mulheres que se recolhiam em lugares especiais de silêncio e de solidão para encontrarem a Deus e a si mesmos. Saber conviver com a solidão é sinal de maturidade espiritual. A princípio não é fácil, temos dificuldades. No entanto, com disciplina e perseverança, é possível adquirir o hábito da contemplação.
Silencie! E ouça a mais bela voz de todas. Que voz é essa? A voz de Deus, no mais íntimo da alma!
Fonte: Baseado em Vocacionados Menores

Papa João XXIII e o Decálogo da serenidade


Na cidade de Roma, no ano de 1958, mais um Papa foi eleito. Os cardeais escolheram o sucessor do Papa Pio XII, o qual falecera após dirigir os destinos da Igreja Católica por 19 anos. Aos 77 anos, Ângelo Giuseppe Roncalli assumiu a Cátedra de Pedro com o nome de João XXIII. Era um homem simples que transmitia bondade, mansidão, benevolência e gentileza. Normalmente causava um impacto sempre favorável nas pessoas. Reconhecia claramente suas limitações e era dotado de um vivo senso de humor. Além da convocação do Sínodo romano, instituiu uma comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Muito amante da Tradição da Igreja, desejava apenas levar o Senhor a todos os povos numa forma de comunhão eclesial mais direta e mais próxima. Este Papa exalava odor de santidade, sendo assim reconhecido pelo seu rebanho, que o chamava apenas de “Papa bom”. Buscava incansavelmente a paz para si mesmo e para todos os povos. Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma página memorável com notável sentimento de espiritualidade e religiosidade universal. Chama-se o Decálogo da serenidade e contém dez sugestões de conduta para o homem que deseja a paz.1- Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente o dia de hoje, sem querer resolver os problemas da minha vida de uma só vez.2- Só por hoje, terei o máximo cuidado com os meus atos; serei cortês nas minhas maneiras, não criticarei ninguém e nem pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém, senão a mim mesmo.3- Só por hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade não só no outro mundo mas neste também.4- Só por hoje, me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que elas se adaptem a todos os meus desejos.5- Só por hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.6- Só por hoje, farei uma boa ação e não direi a ninguém.7- Só por hoje, farei pelo menos uma coisa que não desejo fazer e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.8- Só por hoje, farei para mim um programa detalhado; talvez não o cumpra integralmente, mas ao menos o escreverei. E me guardarei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.9- Só por hoje, acreditarei firmemente que, embora as circunstâncias demonstrem o contrário, a boa providência de Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.10- Só por hoje, não terei temores. De modo particular, não terei medo de gozar o que é belo e de crer na bondade.


Beato João XXIII, intercedei por todos nós!